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Padre Di Lascio
Será que vale a pena ser bom e fazer o Bem?
Padre Di Lascio lros@uol.com.br
A pergunta que sai das mentes e das bocas capitalistas avarentas diante do Bem é: o que eu ganho fazendo o Bem? Será que vale a pena ser bondoso para as pessoas no mundo de hoje? Ninguém merece receber algo de bom. Jesus disse uma vez que a boca fala daquilo de que o coração está cheio, e que pelos frutos conheceríamos a árvore. É indiscutível que vale a pena ser bom e continuar a fazer o Bem.
Ser bom é a garantia da felicidade. E o Bem é fruto do coração humano simples e alegre. Quando uma pessoa nos procura e bate à nossa porta, não se pergunta a ela, a qual religião pertence, qual a sua idade, sexo, condição social... A única indagação cabível é aquela que vem do coração: em que posso servi-lo? Qual é a sua dor?
O peregrino desconhecido, cansado e sem esperança procura encontrar em nós o aconchego divino, a lição da manjedoura de Belém, onde o próprio Deus Menino encontrou no coração de José e Maria um lugar para acampar e ser amado. “Fazer o Bem e não olhar a quem”, diz o ditado popular. A beleza das pessoas que exercem o ministério do Bem está sempre à mostra. Pessoas que procuram acolher sempre e fazem de tudo para animar, com o dom da esperança, aqueles que, por um infortúnio da vida, se deixaram arrastar pela fatalidade.
Tudo vai passar nesta vida, e a única coisa que é certo que levaremos conosco na hora da morte é a consciência do Bem que fizemos e da bondade que semeamos. A salvação se encontra Naquele que foi conhecido como o homem que passou fazendo o Bem, Jesus, o Filho de Deus. Deixou para nós em seu testamento esta lição: querem ser felizes? Façam o Bem, porque o Bem é o remédio que cura todas as enfermidades e enche o coração de Paz e serenidade. Fazer o Bem rejuvenesce a pessoa e mantém o seu espírito unido e em comunhão com o Espírito de Deus.
Respondendo, o que você ganha fazendo o Bem? Ganha o reconhecimento de ser Filho(a) de Deus e a alegria de viver. Pois quem faz e promove o Bem ajunta tesouros no coração de Deus e no coração da humanidade.
Talvez hoje você seja conclamado a dar uma demonstração do exercício da bondade. Acolha essa proposta e faça isso com o coração de uma criança. Entregue-se e deixe-se impregnar pelo fascínio do Bem. Apenas seja o Bem e verá a força do amor preencher todo o seu ser, porque o barulho não faz bem e o Bem não faz barulho.
Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio é assessor de comunicação

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